Hans Steiner
- Hans Steiner, Cachoeira. Gravura em metal 7/10 – 24 cm x 19 cm
Hans Steiner (Graz/Austria, 1910 – Gorizia/Itália, 1974)
Foi desenhista, pintor e gravador. Participou do movimento da gravura artística no Brasil tão logo chegou aqui se tornando em 1939, aluno de Carlos Oswald, seu grande mentor. Expôs em vários salões e espaços públicos como o Salão Nacional de Belas Artes do qual participou em várias edições, Galeria Ibeu Copacabana, Salão Paulista de Belas Artes, Galeria Prestes Maia – São Paulo, Museu de Artes Visuais Ruth Schneider – Passo Fundo entre outros.
Segundo Paulo Vergolino, o mais importante pesquisador do artista, a obra de Steiner está ligada à presença do homem e da mulher em seu trabalho e principalmente de pessoas negras que são uma particularidade da obra deste artista. Steiner encontrava já nesta época, um Rio de Janeiro formado por brancos, negros, pardos, índios e mulatos. Ele busca essa nova realidade e se atira em locais pouquíssimos visitados por artistas – como penitenciárias, em busca de modelos.
Em 1939 dá-se o início das viagens de Steiner: vai à Serra dos Órgãos e executa trabalhos referentes à montanha conhecida como Dedo de Deus. Vai à Petrópolis no ano seguinte e em 1946 já se encontra em Minas Gerais dando sequência a sua série de gravuras sobre o animal que mais o encanta: o urubu. Em 1946 Steiner volta à Áustria após iniciar no Brasil seu ciclo de gravuras diminutas. Grava temas inspirados ou diretamente ligados ao rio Soberbo, um manancial que corta a cidade de Guapimirim no estado do Rio de Janeiro e que pela quantidade de cachoeiras existentes foi foco de atração do artista.
Em 1960 percebemos que Steiner já esgotou seu cabedal de colonizadores e parte em busca de outras sociedades, embrenhando-se país adentro em busca da cultura indígena e passa a visitar aldeias de índios. Não há limites para o artista: percorre estradas, rios e cruza fronteiras de avião atrás de novos temas para suas pinturas e gravuras. Por lá, e sentindo-se acolhido, o artista executa muitos croquis que depois transformam-se em gravuras: o timbó (cipó usado para envenenamento de peixes), a colheita do algodão, as representações de lendas e costumes dos povos colonizados estão todos lá representados em suas obras. As regiões do Araguaia e do Xingu lhe presenteiam com novas inspirações para suas gravuras, desenhos e aquarelas, repetindo assim o mesmo encanto experimentado pelo olhar dos antigos artistas viajantes do século XIX.
Nos últimos anos de sua vida, Steiner muda-se para a cidade de Gorizia porém ainda em 1969 volta pela última vez ao Brasil. Em 2016 o artista foi homenageado com uma grande retrospectiva de sua obra no Musei Provinciali de Gorizia, cidade italiana onde passou seus últimos dias.
Fonte: O papel da arte.
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