Wesley Duke Lee
- Wesley Duque Lee, Sem Título, 1966. Técnica mista s/papel – 50 cm x 70 cm
- Wesley Duque Lee, Cartografia. Litogravura – 37 cm x 49 cm
- Wesley Duque Lee, Aparição do touro. Gravura P.A – 19 cm x 21 cm
Wesley Duke Lee (São Paulo/SP, 1931 – 2010)
Desenhista, gravador, artista gráfico, professor. O artista destaca-se como pioneiro na incorporação dos temas e da linguagem pop no Brasil. Faz curso de desenho livre no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em 1951. No ano seguinte, viaja para os Estados Unidos e estuda na Parson’s School of Design e no American Institute of Graphic Arts, em Nova York, até 1955. Nessa época, acompanha as primeiras manifestações da arte pop e vê trabalhos dos artistas estadunidenses Robert Rauschenberg (1925-2008), Jasper Johns (1930) e Cy Twombly (1928-2011). No Brasil, em 1957, deixa a publicidade e torna-se aluno do pintor italiano Karl Plattner (1919-1989), com quem trabalha em São Paulo e, posteriormente, na Itália e na Áustria, até 1960. Nessa época, vive também em Paris e frequenta a Académie de la Grande Chaumière e o ateliê do gravurista germano-francês Johnny Friedlaender (1912-1992). Retorna ao Brasil em 1960. Em 1963, realiza, no João Sebastião Bar, em São Paulo, O grande espetáculo das artes, um dos primeiros happenings do Brasil.
No mesmo ano, procura organizar um movimento artístico, o realismo mágico, ao lado de Bernardo Cid (1925-1982), Otto Stupakoff (1935-2009), Pedro Manuel-Gismondi (1925-1999) entre outros artistas. O aspecto figurativo do movimento é uma alternativa à academicização do abstracionismo no Brasil. Paralelamente a esse movimento, dá aulas aos jovens artistas Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945), Luiz Paulo Baravelli (1942) entre outros alunos, com quem trabalha intensamente por cerca de dois anos. Nessa época, a produção do pintor sai do plano e ganha o espaço tridimensional. Obras como O trapézio ou uma confusão (1966) e O helicóptero (1967) já se articulam como ambientes. Em 1966, com artistas como Nelson Leirner (1932-2020), Geraldo de Barros (1923-1998) e José Resende, funda, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existe até 1967. Em 1969, mora na Califórnia, onde tem experiências com novas tecnologias e leciona na Universidade do Sul da Califórnia, em Irvine. Durante a década de 1970, lida com outras tradições, como a cartografia, a caligrafia oriental e os desenhos de botânica. Vanguardista, Wesley Duke Lee contribui para o universo das artes plásticas por meio de mídias distintas e cruza fronteiras trazendo informações novas para o público brasileiro. O artista é um dos responsáveis centrais pela divulgação da linguagem pop no nosso país.
Fonte: Itaú Cultural.
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